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Investimento espanhol é responsável por mais de 100 mil empregos no Brasil, informa diplomata

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A Espanha é o segundo maior investidor extrínseco na economia brasileira, com um estoque que já se aproxima de U$ 70 bilhões. A informação foi dada pelo diplomata Pompeu Andreucci durante sabatina nesta quarta-feira (13) na Comissão de Relações Exteriores (CRE), que aprovou a indicação dele para a chefia da embaixada brasileira em Madri. A estudo da indicação do diplomata segue agora ao Plenário.

Ainda referindo-se à relevância da relação econômica Espanha-Brasil, o diplomata ressaltou que empresas espanholas já respondem por mais de 100 mil postos de trabalho diretos e indiretos no país. O fluxo anual do negócio bilateral já chega a U$ 7 bilhões, com um superávit brasílico de U$ 1,96 bilhão, segundo dados de 2017.

Catalunha

Os senadores questionaram Andreucci sobre o atual momento político por que passa a Espanha, marcado pela subida do socialista Pedro Sanchez ao posto de primeiro-ministro e pelo fortalecimento do movimento independentista na Catalunha. No que se refere à Catalunha, Andreucci deixou simples que a posição solene do Brasil é de que a Espanha deve manter-se unida, o que coincide com a diretriz do novo governo espanhol.

— Recusamos absolutamente a independência da Catalunha, e o Itamaraty explicitou isto por meio de nota solene no dia 27 de outubro, quando houve uma enunciação unilateral por secção desta região. Nossa posição é de que deve ser respeitada a Constituição da Espanha, que os diálogos se deem nesta base, voltada para a preservação da unidade.

Sobre a subida de Sanchez, Andreucci disse que mesmo que o novo primeiro-ministro adote uma política econômica mais intervencionista, não deverá se distanciar dos cânones europeus relacionados à responsabilidade fiscal. Acrescentou que a novidade gestão teve uma recepção positiva por secção dos mercados internacionais, a despeito de naturais questionamentos nos primeiros dias. Sanchez assumiu o função em 2 de junho.

Por termo, em resposta à Ana Amélia (PP-RS), o diplomata garantiu que uma de suas prioridades será aprofundar as negociações relativas à exportação de carnes brasileiras. As negociações serão feitas tanto com as autoridades espanholas, quanto no contexto da União Europeia, uma vez que o conjunto tem tomado posições de embargo. Para Andreucci, o repto passa pela adoção, pelos europeus, de padrões baseados em protocolos científicos internacionais, pois há a compreensão por secção do Itamaraty de que o que está realmente em jogo é a disputa de mercado.