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Dodge pede mais 60 dias para investigar Temer, Padilha e Moreira Franco

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a prorrogação por 60 dias das investigações de um interrogatório instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir da delação premiada da Odebrecht contra o presidente Michel Temer (MDB) e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha (MDB), e de Minas e Energia, Moreira Franco (MDB).

Após a revelação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concordou com um pedido da PF por mais prazo para a apuração, caberá ao relator do caso, ministro Edson Fachin, resolver se atende ou não ao pedido para prorrogar as investigações.

O interrogatório foi crédulo para apurar relatos de delatores da empreiteira sobre suposto pagamento de 10 milhões de reais em doações ilícitas a campanhas do MDB em troca de favorecimento à empresa. O convénio, segundo delatores uma vez que o ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, e o ex-diretor de relações institucionais Cláudio Melo Filho, foi firmado durante reunião no Palácio do Jaburu em 2014, quando Temer era vice-presidente e candidato à reeleição na placa encabeçada por Dilma Rousseff (PT).

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Segundo delatores Odebrecht, os 10 milhões de reais foram repassados ao grupo político de Temer, em entregas feitas por um operador do Rio Grande do Sul e no escritório do companheiro e ex-assessor de Temer, o legisperito José Yunes.

Do montante, relataram os delatores, 6 milhões de reais foram destinados à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo e os 4 milhões de reais restantes, a Eliseu Padilha. O ministro teria recebido 1 milhão de reais em seu escritório de advocacia, em Porto Alegre, e pedido que a quantia restante fosse entregue ao ex-deputado Eduardo Cunha e a Yunes.

Nesse mesmo interrogatório, Fachin decidiu não atender ao pedido da Polícia Federal de quebrar o sigilo telefônico de Michel Temer, mas concordou com medida em relação a Padilha e Moreira Franco.

Serão analisados pelos investigadores registros de ligações feitas em 2014, no período que antecedeu o jantar no Jaburu, que supostamente aconteceu em maio. Com o levantamento do sigilo telefônico, não será provável que se recupere o teor de conversas, mas unicamente se mapeie ligações e seus interlocutores.