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Agência confirma possível uso de armas químicas em ataques na Síria

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Constatações tem uma vez que base análises epidemiológicas e ambientais feitas em amostras recolhidas nos locais afetados. Bombardeios aconteceram em março de 2017

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13 jun 2018, 13h15 – Publicado em 13 jun 2018, 12h54

São Paulo – A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), escritório internacional que monitora a emprego da Convenção de Armas Químicas mundo afora, confirmou o uso de armas químicas em ataques ocorridos na região setentrião da Síria entre os dias 24 e 25 de março de 2017.

Segundo um relatório divulgado na manhã desta quarta-feira pela entidade, gás sarin e cloro foram as substâncias detectadas nos episódios, que aconteceram em Ltamenah, cidade na província de Hama. O sarin foi usado no sul da cidade, enquanto o cloro foi a arma química do bombardeio em um hospital.

As constatações, explica a escritório, são baseadas em entrevistas com testemunhas, além de análises epidemiológicas e ambientais feitas em amostras recolhidas nos locais.

A missão da OPAQ que conduziu essa investigação foi instituída em 2014, em seguida consistentes acusações da comunidade internacional de que ataques químicos aconteciam na Síria, que vive uma intensa guerra social desde 2011. 

Armas químicas na guerra da Síria

Acusações deste tipo no contexto desse conflito são comuns e geralmente atribuídas ao regime do presidente sírio, Bashar Al-Assad. O governo, no entanto, nega que faça uso de armas químicas e suas justificativas são apoiadas pela Rússia, sua aliada na guerra.

Em um dos episódios mais graves, registrado em Duma, região de Ghouta Oriental que fica na capital Damasco, estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) dão conta de que ao menos 500 pessoas foram afetadas e 70 morreram em decorrência do uso de agentes químicos uma vez que armas.

O caso motivou um ataque ordenado pelos Estados Unidos contra o tropa da Síria dias depois.